4 de jul de 2015

Mais uma xícara, por favor

Voltei.

De braços abertos, sem remoer o passado ou me preocupar com o futuro. Só sinto uma vontade enorme dentro do meu peito, aqui e agora, e isso é o bastante. Senti e voltei.

"Não posso te prometer nada, sinto muito". E ele me abraça porque sabe que não adianta argumentar, nunca adiantou. O melhor a se fazer é aproveitar o abraço e matar aquela saudade maldita que andou corroendo cada canto do meu corpo. E o corpo dele preenche o espaço antes vazio, me transborda e me faz sentir que estou no lugar certo, por hora.

Um café preto e bem forte. Um suéter confortável, um sofá aconchegante, um colo saudoso e um filme qualquer. Ótimo. Agora é só aproveitar enquanto a vontade não passar, enquanto o sentimento for necessário pra que a gente consiga viver nesse mundo cão, que fica cada dia mais raivoso, principalmente quando estamos longe um do outro. Enquanto eu não sentir minhas energias recarregadas pra poder enfrentar o mundo lá fora, eu continuo aqui dentro com ele me dizendo que a cafeteira ainda tá cheia.

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